me dê um pouco do teu ponto de vista
e uma pista pra encontrar teu otimismo
nesse casuismo que não te interessa controlar.
não faz e desfaz por ter culpa,
multa quem não vive do que gosta,
mas aposta saber de quase nada.
desse meu jeito calado não pergunta
porque junta os gestos mais sutis,
faz a matriz e me oferece teu cigarro.
então dorme hoje aqui.
vamos dividir nossa sina
e fazer doces anfetaminas
dessa noite.
Trilha: Wouldn't It Be Nice, The Beach Boys.
DÓ MENOR
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
sábado, 7 de novembro de 2009
contraponto
cigarro infantil
ela matou o tio
arquitetura deformada
do norte vem a granada
homens maus
viva o caos!
charleston que deixa tonto
mas eu...
eu danço no contraponto!
ela matou o tio
arquitetura deformada
do norte vem a granada
homens maus
viva o caos!
charleston que deixa tonto
mas eu...
eu danço no contraponto!
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Daniel
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009
ela
é estanque
quase punk
esse moço
essa mania
de poesia
todo tempo
tudo pode
me fode
me beija
não gosto
mas aposto
só às vezes
é ela
tão bela
que quer morrer
quase punk
esse moço
essa mania
de poesia
todo tempo
tudo pode
me fode
me beija
não gosto
mas aposto
só às vezes
é ela
tão bela
que quer morrer
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sábado, 10 de outubro de 2009
dança para eu ver do que és capaz;
fala para eu ouvir tuas mãos vermelhas;
olha para o infinito com teu óculos de abelha
para eu beijar tua orelha
e dizer o que tu me faz:
fala para eu ouvir tuas mãos vermelhas;
olha para o infinito com teu óculos de abelha
para eu beijar tua orelha
e dizer o que tu me faz:
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quarta-feira, 7 de outubro de 2009
decepção
já ouviu a última fofoca?
feito pipoca pula na pista
e despista seduzindo alguém;
com desdém divertido e fermentado.
como livro amassado eu
jogado esqueci a escrever.
e justo você rabiscou o papel
mais cruel que eu queria esquecer.
feito pipoca pula na pista
e despista seduzindo alguém;
com desdém divertido e fermentado.
como livro amassado eu
jogado esqueci a escrever.
e justo você rabiscou o papel
mais cruel que eu queria esquecer.
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009
do que não foi, era e seria
o que quer que eu diga, querida?
se nem eu sei a medida de cada por quê.
se o que você não vê, também não alcanço.
o que quer que eu faça, querida?
se nem com uma bebida achamos o trilho.
mas não me humilho, pois o tesão é nosso, sim.
o que quer que eu pense, querida?
sempre na ída, também penso: hoje será?
em como me fará, de uma vez por todas, carne.
se nem eu sei a medida de cada por quê.
se o que você não vê, também não alcanço.
o que quer que eu faça, querida?
se nem com uma bebida achamos o trilho.
mas não me humilho, pois o tesão é nosso, sim.
o que quer que eu pense, querida?
sempre na ída, também penso: hoje será?
em como me fará, de uma vez por todas, carne.
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quinta-feira, 1 de outubro de 2009
entulho
vivo em um quarto repleto de entulho.
em um embrulho guardo teu sorriso.
teu espírito é casa de outro inquilino,
e meu hino derreteu em lava fria.
não encontro mais um lugar seguro,
é tudo escuro e deserto nas ruas.
quem me salvou agora me mata um pouco,
e mais um pouco e mais um pouco e mais...
Ao som de Os Barcos, da Legião Urbana.
em um embrulho guardo teu sorriso.
teu espírito é casa de outro inquilino,
e meu hino derreteu em lava fria.
não encontro mais um lugar seguro,
é tudo escuro e deserto nas ruas.
quem me salvou agora me mata um pouco,
e mais um pouco e mais um pouco e mais...
Ao som de Os Barcos, da Legião Urbana.
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domingo, 14 de dezembro de 2008
eu sei que me queres bem. te quero eu também. projeta-te em mim. ninguém almeja ser mero passa-tempo curto, fluxo, fulgás, etéreo se não por não querer sê-lo. projeta-te em mim e conta-me apenas o que for urgente. sejam maldades ou cóleras. projeta-te em mim. vicia-me com teu vício barroco, egoísta e doce. porque eu também sou. porque eu te quero bem e tu me queres também.
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sexta-feira, 31 de outubro de 2008
roubo seguido de lesão corporal
volta aqui e devolve meus músculos e meus sonhos e minha voz, aqueles que eram só meus e tu nunca soube usar. tudo bem, eu sei, a culpa não é só tua. nós perdemos a hora. jogamos tudo fora porque tornamos difícil o que era tão simples. e tu nem é mais o meu vício, mas ainda está com o que tenho de valioso e de cretino. e enquanto a vida passa, não consigo acenar pra pedir carona, ficando eu aqui no meio do parque, no meio da multidão tocando um violão velho sem cordas. inerte. pálido. mudo.
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008
nem título
nem é
deserto
nem chovo
de medo
nem sei
o bonde
nem limpo
a bunda
nem desgosto
de ti
nem meço
as palavras
nem lembro
sobre
nem faço
sentido
deserto
nem chovo
de medo
nem sei
o bonde
nem limpo
a bunda
nem desgosto
de ti
nem meço
as palavras
nem lembro
sobre
nem faço
sentido
no mo(vi)mento
nem sim
nem não
nem não
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caderno novo
tu parecia tão certo que cheguei perto demais e acreditei.
as escrotices que tu me fez te quebraram também. e agora, entre o que convém e o que vale a pena, procuramos força motriz para o que nos diz respeito.
bora então passar a limpo cada rascunho com o próprio punho de uma vez por todas.
as escrotices que tu me fez te quebraram também. e agora, entre o que convém e o que vale a pena, procuramos força motriz para o que nos diz respeito.
bora então passar a limpo cada rascunho com o próprio punho de uma vez por todas.
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quinta-feira, 11 de setembro de 2008
cai de boca
na minha
adivinha
a foda preferida
lambida na orelha
ajoelha ajeita inclina
empina o quadril
movimento febril
unhas vermelhas
agarrando o travesseiro
na tempestade
navego teu corpo
cintura e cabelo
forte assim
até o fim.
na minha
adivinha
a foda preferida
lambida na orelha
ajoelha ajeita inclina
empina o quadril
movimento febril
unhas vermelhas
agarrando o travesseiro
na tempestade
navego teu corpo
cintura e cabelo
forte assim
até o fim.
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que horas são?
bebemos o estrago, sentamos na beira do lago e
vimos a água passar com passos longos.
mas o que ficou é bom e vou ficar bem,
e tu também.
e sem picardias agora, já passou a hora - eu acho.
mas fico aqui fingindo mais um pouco,
quase completamente rouco,
e guardando o que deixou espalhado
pelas ruas da minha cidade.
vimos a água passar com passos longos.
mas o que ficou é bom e vou ficar bem,
e tu também.
e sem picardias agora, já passou a hora - eu acho.
mas fico aqui fingindo mais um pouco,
quase completamente rouco,
e guardando o que deixou espalhado
pelas ruas da minha cidade.
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segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Arte de fumar
Desconfia dos que não fumam: esses não têm vida interior, não têm sentimentos. O cigarro é uma maneira disfarçada de suspirar...
Comunhão
Os verdadeiros poetas não lêem os outros poetas. Os verdadeiros poetas lêem os pequenos anúncios dos jornais.
Mário Quintana, do livro Sapato Florido.
Desconfia dos que não fumam: esses não têm vida interior, não têm sentimentos. O cigarro é uma maneira disfarçada de suspirar...
Comunhão
Os verdadeiros poetas não lêem os outros poetas. Os verdadeiros poetas lêem os pequenos anúncios dos jornais.
Mário Quintana, do livro Sapato Florido.
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segunda-feira, 18 de agosto de 2008
o mergulho
meço o mergulho em quilômetros,
tamanha é a altura dos meus sonhos.
e mesmo sem saber nadar, mesmo com medo de voar,
cogito um salto em par no compasso do pôr-do-sol.
e lá fui eu da janela, de olhos abertos,
com o vento gelado conduzindo a dança.
e o caminho vale mais e mais a pena
a cada porção de medo que se torna asa,
a cada riso frouxo lançado no ar,
a cada metro percorrido sem soltar as mãos
na direção do mar...
tamanha é a altura dos meus sonhos.
e mesmo sem saber nadar, mesmo com medo de voar,
cogito um salto em par no compasso do pôr-do-sol.
e lá fui eu da janela, de olhos abertos,
com o vento gelado conduzindo a dança.
e o caminho vale mais e mais a pena
a cada porção de medo que se torna asa,
a cada riso frouxo lançado no ar,
a cada metro percorrido sem soltar as mãos
na direção do mar...
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Daniel
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quinta-feira, 14 de agosto de 2008
samba que trago
saiste sem me convencer,
fechando a porta na cara,
e a fumaça desse teu cigarro
deixou teu nome amarelado
marcado na parede do meu quarto.
de papel era tua honestidade
e desmanchou numa chuva de verão.
mas essa chuva toda vai levar
a sujeira que deixaste no meu peito.
fechando a porta na cara,
e a fumaça desse teu cigarro
deixou teu nome amarelado
marcado na parede do meu quarto.
de papel era tua honestidade
e desmanchou numa chuva de verão.
mas essa chuva toda vai levar
a sujeira que deixaste no meu peito.
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domingo, 10 de agosto de 2008
antes que o inverno acabe
não consigo e nem quero deixar pra lá.
perigo não há quando se conhece os riscos;
e esses rabiscos traçados em hidrocor,
no calor de um raio de sol no inverno,
são um quadro pós-moderno com moldura.
então vem cá deitar e esquecer ao meu lado!
eu fico calado zelando teu sono
com um abraço morno e macio e exato.
perigo não há quando se conhece os riscos;
e esses rabiscos traçados em hidrocor,
no calor de um raio de sol no inverno,
são um quadro pós-moderno com moldura.
então vem cá deitar e esquecer ao meu lado!
eu fico calado zelando teu sono
com um abraço morno e macio e exato.
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Daniel
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